domingo, 8 de agosto de 2010

Embraer: forte geração de caixa no 2T10


A recuperação do mercado, que vem ocorrendo desde o início do ano, permitiu à Embraer obter uma receita líquida de R$2,44 bilhões e um lucro líquido de R$102 milhões no segundo trimestre de 2010, com uma margem bruta de 20,2%, margem operacional de 9% e margem Ebtida de 12,2%.

Essas informações foram prestadas aos associados da Apimec MG pelo diretor de RI da empresa, André Gaia, em reunião no início de agosto. “Ao longo do período, a Embraer entregou 69 aviões, sendo 29 jatos para o mercado de aviação comercial e 40 para o de aviação executiva. O valor da carteira de pedidos firmes a entregar atingiu US$ 15,2 bilhões, equivalentes a três anos da receita anual projetada atualmente”, acrescentou.

DESTAQUES
Segundo André Gaia, a geração de caixa proveniente das atividades operacionais foi um dos destaques do período e totalizou R$ 634 milhões, contribuindo para o crescimento da posição de caixa líquido para R$ 1,18 bilhão em 30 de junho. Essa é a primeira demonstração financeira da Embraer apresentada segundo as normas IFRS, padrão contábil internacional que passou a ser adotado pela empresa.

Como decorrência do aumento da eficiência da atividade empresarial, as despesas comerciais aumentaram 13,8 milhões com relação ao segundo trimestre de 2009, sendo exigida ampliação da estrutura de suporte ao cliente, especialmente da aviação executiva, que representou 14,4% das receitas do 2T10 (o segmento aviação comercial respondeu por 61% e o de defesa 13%).

O diretor da Embraer informou ainda que a queda da receita líquida em relação aos R$ 3,03 bilhões registrados no segundo trimestre de 2009 deveu-se, principalmente, a dois fatores: a diversidade dos produtos entregados e a valorização de 18,3% da moeda brasileira em relação ao dólar norte-americano.

“A variação cambial sobre os ativos em dólar gerou a contabilização de uma despesa com impostos diferidos no 2T10, afetando o lucro líquido do período. No 2T09, houve uma receita com impostos devido ao mesmo motivo. O endividamento total foi reduzido para R$ 2,74 bilhões, devido ao pagamento das dívidas de curto prazo com vencimento no período. Assim, o prazo médio da dívida se elevou de 5 para 5,8 anos”, complementou.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

APIMEC CREDENCIARÁ ANALISTAS



Em artigo publicado na revista Mercado Comum, o presidente da Apimec MG, José Domingos Furtado, destaca que, através da resolução 483, a Comissão de Valores Mobiliários - CVM acaba de transferir à Apimec a sua responsabilidade pelo credenciamento dos analistas do mercado brasileiro de capitais. É uma nova e importante atribuição, pois, a partir de agora, a nossa entidade também ficará encarregada por atividades de registro, ao lado da tarefa de certificação profissional que realiza desde 2003.

Com isso, segundo ele, a Apimec tem ampliada de forma significativa a sua área de atuação, podendo exercitar a experiência adquirida em 40 anos de acompanhamento do trabalho dos analistas e profissionais de investimento no país. Essa experiência se estende ao nível internacional, já que nossa entidade integra, como fundadora, a ACIIA – Associação Internacional dos Certificadores de Analistas de Investimento.

Para José Domingos, a Apimec se prepara internamente para cumprir com eficiência suas novas atribuições, através da estruturação de um Conselho de Supervisão para análise dos pedidos de credenciamento. Esse colegiado será composto por nove membros, a maioria dos quais externos à Associação, a fim de garantir a isenção necessária à autorregulação do exercício profissional dos analistas do mercado de capitais.

A preocupação com esse assunto é de tal ordem que no próximo Congresso da Apimec, a ser realizado em agosto próximo, em Belo Horizonte, a questão da autorregulação da categoria dos analistas de mercado de capitais terá uma sessão exclusiva para para debates. Espera-se que das discussões surjam sugestões eficazes, contribuindo para que as novas responsabilidades da Apimec possam ser bem cumpridas.

Com relação ao seu 21º. Congresso, a Apimec está ultimando os preparativos para a realização do evento, que tem sido divulgado amplamente em nível nacional através da mídia especializada e veículos de instituições parceiras, entre elas a revista Mercado Comum. Já estão confirmadas as presenças de especialistas e autoridades ligadas ao mercado de capitais, para cumprimento de uma abrangente programação técnica.

Estarão sendo abordados temas como financiamento da infraestrutura brasileira pelo mercado de capitais, novas tecnologias e produtos para o setor, governança corporativa e sustentabilidade empresarial, mudanças climáticas e impactos setoriais, transparência na divulgação de resultados financeiros, implantação de normas internacionais de contabilidade (IFRS) e atuação dos órgãos normativos e reguladores.

Maiores informações e inscrições através do site www.21congressoapimec.com.br

sexta-feira, 18 de junho de 2010

CPFL: RECEITAS E LUCRO EM ALTA


Maior companhia privada do setor elétrico brasileiro, com atuação em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, a CPFL reportou aos associados da Apimec MG uma receita bruta de R$4,1 bilhões e uma receita líquida de R$2,7 bilhões no primeiro trimestre de 2010, representando, respectivamente, aumentos de 14,5% e de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A informação foi prestada em meados de junho aos analistas do mercado mineiro de capitais pelo diretor de Relações com o Mercado, Gustavo Estrella, acrescentando que o lucro líquido da companhia cresceu 38%, superando os R$390 milhões, com lucro de R$0,81 por ação e mesmo percentual de crescimento. Já o Ebtida chegou a 22,8% positivos, na casa dos 809 milhões.

DESTAQUES
O diretor da CPFL destacou que entre os principais fatos que contribuíram para os resultados positivos da empresa estiveram os reajustes tarifários praticados pelas distribuidoras do grupo e o aumento de 5% nas vendas de energia para o mercado cativo. Além disso, houve aumento de 33,2% na receita das vendas para clientes livres, devido ao reaquecimento da atividade industrial no país e aos efeitos dos reajustes tarifários.

Outros destaques apresentados foi a criação da Bio Buriti, Bio Ipê e Bio Pedra, novas sociedades controladas pela CPFL, em parceria com o grupo Pedro Agroindustrial, para geração de energia elétrica a partir de biomassa, adicionando 145 MW à potência de geração da companhia, num investimento total de R$366 milhões.

A CPFL Paulista, CPFL Piratininga e CPFL Geração, controladas do grupo, captaram R$1,2 bilhão para capital de giro e alongamento das dívidas, ao custo de 107% do CDI. A dívida total da empresa está baseada em CDI (59%), TLJP (34%), IGP (6%) e US$ (1%), com o custo real sendo reduzido anualmente, sendo que em 2009 fechou em 4,9% e, no primeiro trimestre de 2010, em 3,8%. O prazo médio da dívida é de 4,7 anos.

Outro fato de destaque foi a aprovação do processo de migração de minoritários em controladas, elevando o free float em 0,2%. A valorização das ações em 39% a Bovespa superou em 2,6% o Ibovespa no 1T10. Na área ambiental, a CPFL realiza inventário de gases de efeito estufa, visando alinhar a empresa às demandas do mercado e da sociedade com relação às mudanças climáticas do planeta. Estão sendo desenvolvidos projetos de créditos de carbono, veículo elétrico, eficiência energética, reflorestamento e redução do consumo de água e energia.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

TRIBUTOS E PREÇOS IMPACTARAM SOUZA CRUZ


A elevação da carga tributária, o aumento do preço dos cigarros e do mercado informal, reduziram o volume de vendas da Souza Cruz no primeiro trimestre de 2010, fazendo com que a companhia registrasse um lucro líquido de R$ 334,729 milhões, o que representa um recuo de 24,5% em relação a mesma época do ano passado, segundo informações divulgadas aos associados da Apimec MG em reunião no final de maio.
Conforme explicaram Luis Rapparini, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa e sua equipe, essa variação decorreu, principalmente, do decréscimo do volume de vendas de cigarros para 18,3 bilhões, inferior em 6,3% aos 19,6 milhões comercializados no mesmo período de 2009. Houve redução de 22% do lucro operacional antes do resultado financeiro, que foi de R$ 442,0 milhões (R$ 565,9 milhões no mesmo período de 2009).
LIDERANÇA
Apesar dos resultados negativos no 1T10, a Souza Cruz teve um crescimento de 0,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2009 e continua líder absoluta no mercado nacional de cigarros, com 62,9% de participação. A receita líquida das vendas somou R$ 1,247 bilhão entre janeiro e março, queda de 11,38% frente ao mesmo período de 2009.
No primeiro trimestre, o volume de vendas de cigarros foi de 18,3 bilhões, 6,3% inferior aos 19,6 bilhões comercializados no mesmo período do ano passado. Essa variação, segundo a Companhia, se apresenta em linha com a redução de volumes ocorrida no mercado total brasileiro de cigarros, estimada em 6,6%, a qual reflete a elasticidade média histórica do setor a aumentos de preços, como o ocorrido em abril de 2009.
As exportações de fumo apresentaram queda no período em análise, totalizando 17,5 mil toneladas, 34% inferior aquelas realizadas no mesmo período de 2009 (26,5 mil toneladas). Esse decréscimo no volume exportado decorre, dentre outros fatores, do cronograma de embarques estabelecidos pelos clientes e pela apreciação do real em relação ao dólar, em aproximadamente 22%, no comparativo trimestral. Por outro lado, foram praticados maiores preços em dólar (+11,5%) principalmente em função do melhor mix de produtos exportados.

O EBITDA (lucro antes dos efeitos financeiros, impostos sobre a renda, depreciação e amortização) foi de R$ 479.7 milhões, sendo 20% inferior ao apresentado no primeiro trimestre de 2009 (R$ 599.8 milhões em 2009).

A Souza Cruz divulgou que continuará sendo agressiva na política de distribuição de seus dividendos, tendo, em março passado aprovado o pagamento de dividendos complementares no valor de R$561,9 milhões (1,838278 por ação) previsto para o mês de abril.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Congresso verá autorregulação no mercado de capitais


A definição clara de um marco regulatório, o controle e a fiscalização das suas atividades pelos próprios analistas e profissionais que atuam no mercado de capitais podem ser soluções para evitar crises econômicas como a de 2008? Esta polêmica questão será um dos principais focos do 21º Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais - Apimec, que será realizado entre os dias 25 e 27 de agosto próximo, em Belo Horizonte.

Segundo Lucy Souza, presidente da Apimec nacional, o assunto deverá gerar muita discussão, pois alguns especialistas acham que a retirada da atividade regulatória das mãos dos estados e seus órgãos reguladores foi uma das causas da última crise financeira mundial, já que alguns segmentos do mercado atuavam de forma desgovernada e não transparente. Outro grupo acredita que o que ocorreu foi falta de regulação.

Para ela, “a definição de regras claras permite delegar parte da supervisão das atividades do mercado de capitais às entidades do setor, que têm mais conhecimento do funcionamento de sua atividade. Assim, os clientes ficarão mais seguros quanto às recomendações feitas pelos profissionais de investimento”.

AUTORREGULAÇÃO

Diante da crescente adesão do mercado brasileiro ao modelo de transferência da atividade regulatória para instituições setoriais, o assunto terá atenção especial no principal evento brasileiro destinado ao mercado de capitais. A Apimec, que está em processo de recebimento da função de autorregulação e supervisão dos analistas de valores imobiliários, aproveitará seu congresso nacional para estimular a discussão entre entidades do mercado já autorreguladoras, outras que vão assumir esse papel e os próprios profissionais da área.

Lucy de Souza disse que no evento vai ser discutido se a atividade saiu fortalecida ou enfraquecida após a crise de 2008. “Como o congresso é sempre um momento em que se discutem idéias, será possível fazer proposições tanto para o órgão regulador quanto para as associações autorreguladoras”, ressaltando ainda que “um dos desafios que será pontuado no debate é a necessidade das entidades se prepararem para atuar de forma a evitar eventuais conflitos de interesse na elaboração dos códigos de conduta”.

Segundo a presidente da Apimec nacional, ao mesmo tempo em que nossas instituições são reguladoras, elas devem dar assistência aos associados. Para ela, há uma vantagem nessa dualidade, pois quem vai supervisionar e elaborar a autorregulação conhece muito bem as atividades e dificuldades da área, porque é a própria entidade que congrega participantes dos mercados. “No caso, a Apimec vai julgar profissionais que podem ser associados. É importante separar bem a atividade da associação da regulação”, apontou.

A elaboração dos códigos de conduta e de processos pela Apimec está sendo conduzida pela presidência e pela diretoria de supervisão, com ajuda dos próprios profissionais, a partir de várias audiências. Para Lucy Souza, é essencial ouvir os maiores interessados - os próprios analistas - para ajudar na aceitação e cumprimento desses códigos. “Por isso, abordar o tema durante um congresso que reúne profissionais de todo o país é um passo importante para que as atividades autorregulatórias encontrem o caminho certo”, concluiu.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sul América lucra R$109,6 mi em 2010



Em apresentação para os associados da Apimec MG, a Sul América anunciou um lucro líquido de R$ 109,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 10,5% em relação a igual período do ano passado. O lucro líquido recorrente foi de R$85,4 milhões, com queda de 13,8% em relação ao 1T09 e de 42,9% comparado ao último trimestre do ano passado.

A Companhia é o segundo maior grupo segurador independente do Brasil e o segundo maior no ranking das seguradoras brasileiras em termos de prêmios de seguros. É associada ao grupo ING desde 2002, que detém 37% das suas ações circulando no mercado. Segundo o vice-presidente Corporativo e de Relações com Investidores da Sul América, Arthur Farme d’Amoedo Neto, a receita total de prêmios de seguros foi de R$ 2 bilhões, crescendo 14,3%, excluída nessa comparação a consolidação da subsidiária Brasil Veículos.

DESTAQUES

Foi destaque da Sul América no 1T10 o forte crescimento das carteiras de seguro saúde (19,4%), com prêmios de R$ 1,3 bilhão, representando 65% da receita da Companhia com destaque para o segmento de seguro saúde grupal, cuja receita cresceu 19%. A Companhia também registrou um ótimo desempenho na carteira de seguro saúde para pequenas e médias empresas, que apresentou expansão de 33,1% entre os trimestres comparados, e no seguro odontológico, que apresentou 61,3% de crescimento na receita em relação ao primeiro trimestre de 2009.

Segundo os números apresentados por d’Amoedo, os prêmios de seguros tiveram incremento de 10,7% no 1T10 em relação ao 1T09, totalizando R$1,9 bilhão, em termos recorrentes, correspondendo a mais de 6,7 milhões de clientes, atendidos em quatro unidades de negócios: Saúde, Ramos Elementares, Pessoas (Vida e Acidentes Pessoais), Previdência Privada e Gestão de Ativos.

O segmento seguros de pessoas cresceu 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado, mas com queda de 1,5% em relação ao 4T09, impulsionado pelos produtos VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), cujos prêmios aumentaram 35,6%.

Apresentado como outro destaque no 1T10, o segmento de seguros de automóveis, cuja frota segurada atingiu 1,2 milhão de veículos, teve a receita de prêmios aumentada em 22,3% no primeiro trimestre, superando o crescimento de 17,9% registrado no mercado no mesmo período, segundo dados da Susep, mas com redução de 7,3% em relação ao 4T09.

O índice de sinistralidade total foi de 74,2% no 1T10, com aumento de 0,7 p.p., recorrentes, em relação ao mesmo período do exercício anterior, e aumento de 1,8 p.p. em relação ao 4T09. A sinistralidade do seguro saúde atingiu 80,7% no 1T10, com incremento de 2,1 p.p. em relação ao 1T09 (aumento de 1,6 p.p. em relação ao 4T09). Os seguros de automóveis registram sinistralidade de 63,7% no 1T10, com aumento de 1,9 p.p. em relação ao 1T09 (incremento de 9,2 p.p. em relação ao 4T09).
O Índice combinado atingiu 100,7% no 1T10, com aumento de 2,7 p.p. em relação ao 1T09 (aumento de 2,7 p.p. em relação ao 4T09) em bases recorrentes. Já os resultado dos investimentos totalizaram R$167,0 milhões no 1T10 com rentabilidade equivalente a 132,8% do CDI.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eletrobrás se recupera no 4T09


Após encerrar o primeiro semestre de 2009 com um resultado negativo de R$1,99 bilhão, a Eletrobrás recuperou a sua rentabilidade e fechou o exercício com R$171 milhões positivos, com destaque para os números da CHESF. O lucro por ação foi de R$1,51. As informações foram apresentadas pelo gerente de Relações com Investidores da empresa, Arlindo Castanheira aos associados da Apimec MG, em reunião no início de abril.

Ele explicou que o número negativo foi devido à desvalorização do dólar frente ao real, que gerou perdas da ordem de R$4,6 bilhões, reflexo do grande volume de recebíveis de Itaipu que a Eletrobrás detém e que são indexados à moeda americana. Já a rentabilidade ao final do ano foi de R$2,7 bilhões conseqüência, em boa parte, das receitas relativas à participação societária de 34% que a companhia tem na CEEE, empresa que obteve decisão jurídica favorável relativa a crédito de CRC no valor de R$765 milhões.

EBTIDA
A soma dos Ebtidas das empresas controladas de geração e transmissão em 2009 foi de R$5,1 bilhões, resultado 5,54% inferior a 2008. Nas controladas, os resultados foram: Furnas (-18,32%), Chesf (-38,18%), Eletronorte (185,56%), Eletrosul (8,86%), Eletronuclear (30,2%) e CGTEE (66,62%).

O patrimônio líquido do grupo Eletrobrás está avaliado em R$76 bilhões, correspondente aos ativos das geradoras e transmissoras de energia Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul e as geradoras Itaipu, Eletronuclear e CGTEE, além de distribuidoras de energia no Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Alagoas e Piauí.

A estrutura de capital da Eletrobrás mostra que 52% das ações ordinárias (79,9%) pertencem ao Governo Federal, 5,1% a fundos de pensão estatais, 21,1% ao BNDESpar, 7%a minoritários residentes no país e 14,8% a minoritários residentes no exterior. No caso das ações preferenciais (21,1%), 47,8% pertencem a minoritários não residentes, 37,5% a minoritários residentes, 8,2% ao BNDESpar e 6,4% a fundos de pensão de empresas do governo federal.

Dentre os principais projetos da empresa em implantação estão a usina nuclear de Angra III (1.350 MW), usina hidrelétrica de Belo Monte (11.000 MW) e o complexo de Tapajós (10.682 MW). Os empréstimos e financiamentos tomados pela Eletrobrás, referente ao ativo, têm uma taxa média de 6,91%, destinados principalmente a Itaipu (US$12 bilhões) e às geradoras e transmissoras (US$9,6 bilhões). Já com respeito ao passivo (taxa média de 5,65%), US$7,7 bilhões referem-se à Reserva Global de Reversão (RGR), US$2,3 bilhões a bonds e US$2,8 bilhões a instituições financeiras.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cedro retoma rentabilidade após crise


A recuperação do poder de compra da população e uma eficiente administração de custos permitiram à Cedro Textil retomar seus níveis normais de produção e voltar a rentabilidade dos seus negócios ao patamar do setor em que atua. Essas foram informações transmitidas pela direção da empresa aos associados da Apimec MG, em reunião para apresentação dos resultados de 2009 realizada no início de abril.

O presidente Aguinaldo Diniz Filho, ao lado do presidente do Conselho de Administração, Cristiano Mascarenhas, e do diretor executivo Fábio Alves, enfatizou a capacidade de superação da companhia ao turbulento período da crise econômica mundial, resultado, segundo eles, de estratégico posicionamento de mercado e da sua força competitiva. Com isso, no 4T09 a receita bruta registrou um aumento de 17,8% em relação a idêntico período de 2008, possibilitado pela recuperação do mercado.

RESULTADOS CONSOLIDADOS

Uma das mais importantes decisões estratégicas tomadas pela Cedro no exercício passado foi a adesão ao parcelamento previsto em lei, que proporcionou condições vantajosas para solucionar o questionamento judicial referente à cobrança de CSLL. Isso teve impacto imediato no lucro contábil da empresa, que registrou a cifra de R$8,4 milhões, com a margem Ebtida chegando a 13,6%, significando queda de 1,8 p.p., resultados considerados significativos num contexto econômico desfavorável.

No cômputo geral, considerando os baixos níveis da receita bruta dos trimestres anteriores, no final de 2009 foi registrada uma queda de 11,2% em relação ao exercício anterior. A receita líquida de vendas também foi inferior a 2008, com retração de 11,4%, assim como o lucro bruto, que caiu 9,5%, fechando o ano em R$77,1 milhões.

A geração de caixa, prioridade da gestão da Cedro nos últimos anos, mesmo reduzida em 21,7% (R$48,6 milhões), foi suficiente para cobrir as despesas financeiras (menos R$2,7 milhões) e diminuir novamente o endividamento líquido, que passou de R$95,3 milhões em 2008 para R$77,8 milhões em 2009, uma queda de 18,4%. Como conseqüência, a relação dívida líquida/Ebtida ficou em 1,6.

No final do exercício passado, o Conselho de Administração da Cedro Textil aprovou novo programa de investimentos no valor de R$43 milhões, a ser executado de 2010 a 2012. Financiados em condições vantajosas, esses investimentos deverão proporcionar maior produtividade, eficiência nas linhas de produção e melhoria na qualidade dos produtos, como esperam os administradores da companhia.

Segundo foi informado aos analistas de mercado, o Conselho de Administração da Cedro, mantendo o compromisso de remuneração adequada dos acionistas, definiu o pagamento de dividendos no valor total de R$3,6 milhões.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cemig agrega R$1,8 bilhão em ativos em 2009



“O ano de 2009 ficará marcado na história da Cemig, pois, mesmo com um cenário econômico adverso, a empresa agregou, no exercício, R$1,8 bilhão em ativos, auferindo um lucro líquido ajustado superior a R$2 bilhões, com o Ebtida ajustado ficando 15,1% acima do obtido em 2008”. Esses destaques foram feitos pelo diretor de Finanças, Relações com Investidores e Participações da empresa, Luiz Fernando Rolla, durante apresentação de resultados para os associados da Apimec MG, no final de março.

Ele também informou que, ano passado, a empresa consolidou sua posição de maior empresa integrada do setor elétrico brasileiro, com presença em 20 estados e também no Chile. A companhia atende aos maiores grupos empresariais e tem 25% de participação no mercado livre de energia do Brasil. Segundo Rolla, o portfólio de negócios, os fortes fundamentos e lucratividade das operações, ao lado das aquisições de novos ativos e inovações na sua gestão, asseguram à Cemig resultados sempre crescentes.

RESULTADOS
No exercício passado, a empresa ampliou sua presença na Light, arrematando as participações da Andrade Gutierrez e da Equatorial por R$ 1,6 bilhão e tornando-se sua controladora. “A estratégia é transformar a companhia em um veículo de crescimento para o grupo Cemig, já que se trata de uma empresa privada, com toda sua flexibilidade de gestão, e que vai continuar assim”, acrescentou.
Em 2009, a Cemig encerrou o ano com lucro líquido consolidado de R$ 1,861 bilhão, leve queda de 1,38% em relação a 2008. Conforme informou Rolla, a retração no lucro está associada principalmente ao impacto da revisão tarifária na distribuidora do grupo. A redução média na tarifa para os consumidores foi de 12,08%, a partir de abril de 2008, teve efeito integral no resultado 2009.

No quarto trimestre de 2009, o lucro líquido chegou a R$ 434 milhões, ante R$ 246 milhões no mesmo período de 2008, um crescimento de 76,4%. O Ebtida teve queda de 1,46% na comparação com o exercício de 2008. No critério ajustado, houve crescimento de 4,64%, o que se deve, segundo a empresa, além da revisão tarifária, a despesas com programa de desligamento de empregados, no montante de R$ 206 milhões, entre outros itens. No 4º trimestre de 2009, o Ebitda ficou em R$ 1,104 bilhão, 16,58% maior que os R$ 947 milhões do 4T08.

Com relação à gestão financeira, o diretor da Cemig assegurou que a empresa está muito bem posicionada para continuar crescendo de forma sustentável, assegurando agregação de valor para seus acionistas. Isso se deve à qualidade do seu balanço e do crédito, com baixos níveis de endividamento, perfil da dívida adequada aos negócios, robusta posição de caixa (R$4,4 bilhões), portfólio equilibrado de negócios.

Com relação a sustentabilidade, a Cemig aderiu ao Pacto Global em 2009, tendo ainda divulgado cartilha de Responsabilidade Social Empresarial e atuado na área de educação ambiental com o lançamento do Programa Terra da Gente nas regiões do Campo das Vertentes e Sul de Minas, contemplando 247 mil alunos. A companhia foi selecionada como líder do supersetor de utilities pelo Índice Dow Jones de Sustentabilidade, no qual está presente há 10 anos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Petrobrás mostra solidez


Apesar da volatilidade dos preços internacionais de petróleo em 2009, a Petrobrás apresentou resultados sólidos no período, segundo afirmou a gerente de Relações com Investidores da empresa, Bianca Nasser, em apresentação aos associados da Apimec MG no final de março. Ela ressaltou a implantação de cinco novas unidades de produção, com aumento de 6% na produção nacional de óleo, o equivalente a 375 mil barris/dia.
Outros destaques foram o início da produção nos campos do pré-sal localizados na região de Santos e o aumento de 6% na produção de diesel ,com redução nas importações em seis milhões de barris e o início da distribuição do diesel S-50 , além da ampliação da malha de gasodutos. No ano passado, a Petrobrás captou R$74 bilhões para realizar investimentos e renovou sua participação no Dow Jones Sustainability Index, acrescentou a gerente de RI.

RESERVAS
Segundo os dados apresentados, a Petrobrás há 17 anos vem recompondo as reservas petrolíferas brasileiras, principalmente através da exploração dos campos do pré-sal no estado do Espírito Santo, seguindo uma trajetória sustentada de crescimento que chegou a 5% no comparativo 2008-2009, tanto na produção total quanto na realizada em território brasileiro. O resultado foi a inversão do perfil da balança comercial da companhia, tendo a exportação líquida chegado a 156 mil barris/dia, o que representou um volume financeiro de 2,8 milhões de dólares.
De acordo com Bianca Nasser, a Petrobrás colocou em prática uma bem sucedida política de otimização de custos em 2009, através de novas licitações de serviços e equipamentos para refinaria e plataformas, renegociação de preços para equipamentos de unidades de produção, nova estratégia de contratação de novas sondas de perfuração e redução de gastos administrativos, representando uma economia de mais de R$ 8 bilhões.

FINANÇAS E INVESTIMENTOS
Do ponto de vista financeiro, apesar da queda das cotações internacionais do preço do óleo em 36%, o lucro líquido da companhia reduziu-se apenas 2%, tendo o impacto cambial sido determinante para esse resultado. O endividamento foi mantido dentro da meta, com melhoria do perfil, dos custos e a diversificação das fontes de empréstimos, o que manteve o nível de alavancagem na faixa ótima de 25 a 35%. O Ebtida teve crescimento de R$3 bilhões no comparativo com o exercício anterior.
O Plano de Negócios da Petrobrás para o período 2010-2014 prevê alocação de recursos da ordem de 200 a 220 bilhões de dólares, especialmente nos campos de produção do pré-sal mas abrangendo também o pós-sal. Outras destinações dos investimentos serão na ampliação e modernização do parque de refino, no desenvolvimento de projetos petroquímicos e fertilizantes, na construção de alcooldutos, expansão da malha de gasodutos e novos projetos de energia.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Neonergia sem previsão de IPO


“A Neoenergia ainda não tem planos de realizar um IPO, continuando a ter como fonte de funding os bancos públicos de fomento e organismos multilaterais, vindo em segundo lugar o mercado de capitais, através da oferta de debêntures". A afirmação foi feita pelo diretor Financeiro e de RI da empresa, Eric Breyer, respondendo pergunta de associado da Apimec MG na reunião para apresentação dos resultados de 2009, realizada no início de março, em Belo Horizonte.

Segundo ele, a empresa deve continuar com um crescimento apenas orgânico no segmento distribuição, onde está concentrada a maioria das suas operações. Isso mesmo que a Neoenergia esteja com rating AA+, com perspectiva positiva, com uma boa capacidade de endividamento e um caixa com cerca de R$3 bilhões. A maior parte dos investimentos continuará concentrada, principalmente, na área de geração e na participação em leilões de novos empreendimentos energéticos.

LUCRO
A empresa atua em oito estados brasileiros, tendo como principais controladas a Coelba (Bahia), Celpe (Pernambuco) e Cosern (Rio Grande do Norte), estados em que possui redes de distribuição, usinas termoelétricas e hidrelétricas e subestações de energia elétrica. Sua presença se estende aos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, através de usinas e PCHs já em operação (investimentos de R$ 542 milhões em 2009) e novos empreendimentos, representando investimentos de cerca de R$1,5 bilhão até 2012.

Em 2009, a Neoenergia obteve um lucro líquido de R$1,5 bilhão, tendo o Ebtida alcançado R$2,6 bilhões. O destaque foi para o segmento geração, que obteve uma margem Ebtida de 4,4% em comparação com 2008, enquanto que na distribuição houve redução de 3,9%. A empresa, no total, teve sua margem reduzida em 3,4%. O resultado operacional líquido alcançou R$6,9 bilhões em 2009, contra R$6,2 bilhões no ano anterior.

O diretor Eric Breyer ressaltou as ações que a empresa vem executando na operação e capacitação de comunidades, adotadas para evitar e diminuir a perdas técnicas e não técnicas. “No ramo da energia, a perda é uma das principais variáveis que impacta na receita do negócio”, explicou. Acrescentou ainda que os investimentos socioambientais acumulados alcançaram R$211,6 milhões em 2009, com um crescimento de 122% a.a desde 2005.

Outro dado importante repassado aos associados da Apimec MG foi que os três primeiros lugares do Prêmio Abradee, em 2009, foram conquistados pelas empresas de distribuição do grupo Neonergia (Coelba, Cosern e Celpe), em reconhecimento à sua atuação na área de gestão econômico-financeira.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Tractebel: lucro recorde pela sexta vez



Pela sexta vez consecutiva, a Tractebel Energia (Grupo GDF Suez) apresentou lucro líquido anual recorde, acima de R$ 1,1 bilhão, com um crescimento de 1,7% em relação a 2008. A informação foi prestada pelo analista de RI da empresa Rafael Bosio, em apresentação realizada no início de março para os associados da Apimec MG.

A empresa, com sede em Florianópolis e que pertence ao grupo franco-belga GDF Suez, responde por cerca de 8% da produção total de energia elétrica no Brasil e é líder entre as geradoras privadas com 19 usinas hidrelétricas, termelétricas e eólicas nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Piauí e Ceará. A capacidade instalada é de 6.432 MW e seus maiores clientes são as concessionárias de distribuição de energia e indústrias.


RESULTADOS

No 4T09, a receita operacional líquida da Tractebel registrou um avanço de 8,3% em comparação com a do mesmo trimestre de 2008, evoluindo de R$ 844,0 milhões para R$ 914,2 milhões. No exercício de 2009, a receita operacional líquida superou R$ 3,4 bilhões, 2,8% acima do registrado em 2008, resultado do aumento do preço médio de venda entre os exercícios e das vendas das empresas adquiridas ou que entraram em operação durante e após 2008.

O Ebtida no período alcançou R$ 609,1 milhões, superior em 14,9% se comparado com o do 4T08. Já a margem Ebitda no 4T09 foi de 66,6%, enquanto que no mesmo período do ano anterior foi de 62,8%. No exercício de 2009, o EBITDA foi de R$ 2,1 bilhões, ligeiramente superior ao registrado ao de 2008, enquanto a margem Ebtida em 2009 alcançou 62,3%, e a de 2008 foi de 64,0%. O lucro líquido, no último trimestre de 2009, alcançou R$ 351,5 milhões, 27,5% superior ao do mesmo trimestre do ano anterior, que foi de R$ 275,6 milhões.

Complementando as informações, Rafael Bosio afirmou que a Tractebel tem grande preocupação em diversificar sua carteira de clientes livres e com o rigor na análise de crédito, o que vem resultando em um nível zero de inadimplência. Como estratégia, a comercialização de disponibilidade futura da energia gerada tem sido feita gradativamente, visando obter as melhores margens possíveis. Outro destaque é que o crescimento da oferta de energia tem sido feita através de projetos de geração de baixíssimo risco de construção.