segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Magnesita: modelo exclusivo de negócios aumenta lucro


“Na Magnesita, os refratários fabricados têm nome próprio”. Com essa frase, o diretor de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Thiago Rodrigues, sintetizou o modelo inovador adotado pela companhia para atender às necessidades dos seus clientes, proporcionando expressiva redução de custo, materiais e energia, além de aumentos da produtividade, qualidade e redução do Capex. Duas unidades da Votorantim, uma da Usiminas, quatro plantas da Gerdau no exterior e uma da Arcelor Mittal já adotam o modelo.

Rodrigues, que, juntamente com o presidente da Magnesita, Ronaldo Iabrudi, apresentou os resultados do 3T09 aos associados da Apimec MG, no início de dezembro, também afirmou que o modelo CPP (Cost per Performance), em que engenheiros da empresa atuam dentro das plantas dos clientes, traz grandes vantagens para a Magnesita pois permite participar da receita deles e, assim, obter maiores margens de lucro e estabelecer parcerias de longo prazo.

Única produtora 100% integrada no seu setor (mineração e industrialização), a Magnesita é um dos principais fabricantes mundiais de refratários, materiais de alta resistência ao calor, fornecidos às indústrias siderúrgica (70%), de cimento, vidros, cerâmica, cal, metais não ferrosos, química e outras. Sua capacidade anual é de 1,43 milhão de tonelada de 13 mil tipos diferentes de refratários, fabricados no Brasil e em países como os EUA, China, Argentina, França, Bélgica e Alemanha.

RESULTADOS
Mesmo com a crise econômica mundial, a Magnesita obteve crescimento de rentabilidade no 3T09, com a margem bruta alcançando 35,1% e a margem Ebitda 22,8%, uma evolução de 7,0 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e um aumento de 16,3% na margem acumulada nos nove primeiros meses do ano.

Os ajustes realizados em todas as unidades, adequando-se ao mercado mundial, apresentaram os primeiros resultados, tendo a Companhia encerrado o 3T09 com lucro líquido de R$ 24,4 milhões ante prejuízo de R$ 12,2 milhões no período imediatamente anterior.

A receita líquida somou R$ 483,6 milhões no último trimestre, com crescimento de 6,5%ante o 2T09. O mercado interno contribuiu com 45,8% dessa receita, comparado a 39,7% no 2T09. O aumento da participação do mercado interno deveu-se, principalmente, à recuperação mais rápida da indústria nacional e ao impacto cambial negativo da valorização do real em relação ao dólar norte-americano nas vendas externas.

No 3T09, o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) foi de R$ 313,9 milhões, 1,3% superior ao registrado no trimestre imediatamente anterior, refletindo o aumento da receita no período (+6,5%). Comparando com o 3T08, houve redução de 22,0%, reflexo também da queda de 24,0% verificada na receita.

Segundo o presidente da Magnesita, Ronaldo Iabrudi, o trimestre foi encerrado com os avanços em todas as frentes em que a empresa atua, especialmente com a recente finalização do aumento de capital de R$ 350,0 milhões. “Com esse reforço de caixa, diminuiremos o endividamento, reduzindo consideravelmente a alavancagem financeira da Companhia", destacou.

As ações ordinárias da Magnesita (MAGG3) apresentaram valorização de 44,7% no terceiro trimestre de 2009, cotadas a R$ 11,50 ao final de setembro. No mesmo período, o Ibovespa, registrou valorização de 19,5%. Foram realizados no período 35.146 negócios envolvendo 29,2 milhões de ações da Magnesita, com volume financeiro de R$ 313,5 milhões. O volume financeiro diário médio no período foi de R$ 5,0 milhões.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Light: redução tarifária reflete nos resultados


Integrado pela Light S.A. (holding), Light Serviços de Eletricidade S.A (distribuidora), Light Esco Ltda.(comercializadora) e Light Energia S.A. (geração e transmissão),o Grupo tem 3,9 milhões de clientes em 31 mil municípios do Rio de Janeiro, incluindo a capital. O controle acionário é da Rio Minas Energia Participações S.A. (RME), que tem 52,1 % do capital social total e votante e é composta pela Cemig, Andrade Gutierrez Concessões, Equatorial Energia e o fundo Luce Brasil. Os outros 47,9 % das ações pertencem a acionistas minoritários, sendo 24,4 % ao BNDESPAR.
Em apresentação de resultados para os associados da Apimec Minas, no início de dezembro, o vice-presidente executivo e de relações com investidores, Ronnie Vaz Moreira, situou a Light como a quinta maior companhia elétrica integrada do país, tendo apurado uma receita líquida de R$5,4 bilhões ao final do ano passado, com baixo nível de endividamento, o que coloca o seu caixa numa confortável posição.
“Foram comercializados 23.698 Gwh para clientes cativos e livres em 2008. Na comparação entre os nove primeiros meses do ano passado e de 2009, houve um aumento de 0,7% no consumo na área de concessão da Light, enquanto houve redução no Brasil (-2,4%) e na região Sudeste (-3,9%). E não foi só aumento físico, mas com serviços de qualidade, pois a companhia está entre as duas melhores médias com relação aos índices DEC/FEC, segundo dados apurados pela Aneel”, complementou o dirigente.

DESTAQUES
Segundo Ronnie Moreira, o Ebtida consolidado do 3T09 foi de R277,3 milhões, apresentando uma redução de 22,8% em relação ao mesmo período de 2008. Esse resultado é decorrente, principalmente, da redução do Ebtida da distribuidora, como reflexo do processo de redução tarifária ocorrido em novembro de 2008, combinado com o efeito da crise econômica, que reduziu o consumo e demanda dos clientes do segmento industrial. A margem Ebtida consolidada foi reduzida em 5,0 p.p. entre os períodos, passando de 27,7% no 3T08 para 22,7% no último trimestre
Ele acrescentou que, no acumulado do ano, o Ebtida totalizou R$847,5 milhões, 14,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2008. A margem Ebtida no acumulado foi de R$21,6% e a participação do Ebtida do segmento de distribuição foi de 82,0% do total. Os segmentos de geração e comercialização responderam por 16,7% e 1,2% do Ebtida consolidado, respectivamente.
Conforme informou o vice-presidente da Light, está sendo planejada alteração na estrutura societária da companhia, mas isso não terá reflexos no controle acionário nem nas participações. O atual acordo de acionistas da RME dará lugar a um novo acordo entre os quatro acionistas da Light, que reproduzirá os direitos e obrigações hoje vigentes.
Ronnie Moreira ressaltou que um dos maiores problemas que a Light continua enfrentando são as perdas de energia, principalmente as de origem não técnica. Ele considerou grave o problema, já que é muito difícil combatê-lo nas principais regiões onde ocorrem, consideradas de alto risco. Mas a companhia está empregando novas tecnologias para blindagem das redes de baixa tensão, assim como atuando junto a condomínios visando cumprir a meta de 1% para as perdas nessas áreas, hoje na casa de 7%.

Novas estratégias da Usiminas


Maior produtora de aços planos da América Latina e 38ª. produtora de aço no mundo, a Usiminas praticamente recuperou sua capacidade industrial em comparação aos níveis pré-crise de 2008, fazendo com que os resultados voltassem a ser coerentes com seus fundamentos empresariais. Essas informações foram prestadas pelo superintende de RI, Bruno Fusaro, na reunião realizada no início de dezembro com associados da Apimec MG, para divulgação dos números do terceiro trimestre de 2009.
Segundo ele, o mercado em que a Usiminas atua tem sido caracterizado pela concorrência predatória, forçando a empresa a adotar medidas como a elevação dos níveis de liquidez, redução das necessidades de capital de giro e dos níveis dos estoques, buscando solidez financeira e equilíbrio do caixa. Além disso, a empresa pretende aumentar a geração própria de energia e mudar a direção dos seus negócios, integrando a produção, agregando maior valor aos seus produtos e fidelizando clientes.

ESTRATÉGIAS
Segundo Bruno Fusaro, a recuperação dos resultados positivos da Usiminas passa por investimentos, já iniciados, da ordem de R$5,5 bilhões para instalar novas coqueria, central termelétrica, linha de galvanização, uma segunda linha de tiras a quente e expandir a laminação de chapas grossas. Com isso, a empresa pretende atender a demandas de alto valor agregado a serem geradas pelas atividades de extração de petróleo na camada pré-sal e a indústria automobilística, principalmente, mantendo um patamar confortável da margem Ebtida.
Os resultados da Usiminas sofreram forte impacto da crise de crédito instalada a partir do terceiro trimestre de 2008, forçando a paralisação de três dos seus cinco alto fornos. As perspectivas agora são de forte retomada das vendas, que chegaram a cair 31% no comparativo entre os primeiros nove meses de 2008 e de 2009, fazendo com que a produção caisse 39%, o lucro líquido reduzisse 69% e a margem Ebtida fosse negativa em 27,9 p.p. Os números do 3T09 mostram que a margem Ebtida alcançou 13% contra os 5% do trimestre anterior, mas longe ainda dos 43% do 3T08.
Outra importante estratégia é dar maior visibilidade às suas unidades de negócio (Mineração e Logística, Siderurgia, Transformação de Aço e Bens de Capital), que deverão ter identidade única no início de 2010, consolidando a marca Usiminas junto aos seus mercados. Do ponto de vista operacional, as diversas atividades produtivas serão integradas verticalmente para alcançar preços competitivos, garantir presença nos mercados em crescimento e criar novos nichos.
Com a pretendida expansão da capacidade de atendimento ao mercado doméstico, suspensa temporariamente, pretende obter ganhos de logística e maior competitividade no acesso a matérias primas e mão-de-obra locais. Com a potencialidade representada pela exploração do pré-sal, a Usiminas pretende expandir seu portfólio, reduzindo a dependência da suas atuais linhas de produção, além de garantir acesso a mercados internacionais.
Ações de governança corporativa foram apresentadas pelo superintendente de RI, entre eles o fato do IBGC ter considerado a empresa como a mais inovadora nesse aspecto. Bruno Fusaro destacou a preocupação da Usiminas com a sustentabilidade dos seus negócios, disclousure e comunicação com o mercado, considerando as questões ambientais como algo que transcende os aspectos legais.

MRV foca no segmento de baixa renda




A MRV Engenharia pretende continuar com sua estratégia focando principalmente o segmento de baixa renda para desenvolver seus negócios, considerando o “Programa Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal, que tem impulsionado bastante a demanda por construções na faixa de R$80 a 130 mil, beneficiando consumidores com renda de 3 a 10 salários mínimos. Mas a atuação também continuará alcançando o segmento de média e alta renda.
A afirmação foi feita aos associados da Apimec MG pelo vice-presidente executivo e de Relações com Investidores da MRV Engenharia, Leonardo Corrêa, em reunião do dia 9 de dezembro. Ele destacou que a decisão se baseia no potencial de mercado criado a partir da iniciativa do governo, que permite a reduzir as prestações quase pela metade em alguns casos, devido à oferta de subsídios, redução da taxa de juros e do seguro mensal.
O diretor da MRV ressaltou que, no entanto, o foco na baixa renda não significa abrir mão da rentabilidade, exemplificando que, comparativamente a outras empresas do setor, a construtora tem obtido as melhores margens, chegando a 25% no caso de imóveis na faixa de R$100 mil (margem Ebtida x preço médio de venda). Outros fatores destacados foram o forte relacionamento com a Caixa Econômica Federal e os ganhos de escala, já que a empresa tem sua estrutura montada de forma a poder crescer a produção, por exemplo, de 50 a 200 mil unidades, sem maiores investimentos.
Leonardo Corrêa informou que as atividades operacionais no 3T09 permitiram uma geração de caixa da ordem de R$23 milhões, sendo que há quatro anos a empresa vem tendo crescimento superior a 100% anuais, o que aumenta a demanda por capital de giro e a busca constante pela geração positiva de caixa. Em comparação com as maiores do seu setor, a MRV é a líder nessa corrida, disse.
Com a mais recente oferta de ações, chegando a negociar R$32 milhões/dia, a MRV consolidou sua posição como uma das maiores companhias do setor imobiliário no Brasil, tanto em termos de market cap quanto de liquidez. A evolução do Ebtida nos nove primeiros meses de 2009, em comparação com o mesmo período do ano passado, chegou a 59,9%, enquanto a margem Ebtida cresceu 42,7% no 3T09, em relação ao trimestre anterior. Já o lucro líquido cresceu 55,8% na comparação desses últimos períodos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Biomm Technology aumenta capital


A Biomm Technology pretende captar até R$ 25 milhões no mercado para investir no seu plano estratégico de curto e médio prazos, que prevê a modernização de laboratórios e a formação de pessoal. Os recursos também serão destinados para melhorar a liquidez e o balanço da empresa, enquanto seus projetos em implantação se consolidam. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Francisco Freitas, em reunião realizada no final de novembro com os associados da Apimec MG.

Segundo ele, a Biomm pretende desenvolver novos negócios relacionados à tecnologia para produção de proteínas humanas recombinantes e, ainda, desenvolver e comercializar processo de produção de enzimas para a produção de etanol a partir de resíduos como o bagaço de cana. A empresa é pioneira no Brasil no desenvolvimento de processos de produção utilizando técnicas da biotecnologia desde a sua origem, em 1976, quando ainda se chamava Biobrás e iniciou a produção de insumos biotecnológicos para a indústria alimentícia, farmacêutica e têxtil.

Na década atual, a Biomm alcançou o 1º lugar no Prêmio Nacional Finep de Inovação, obteve patentes nos EUA, na Europa e em vários outros países, e fechou um acordo para o licenciamento da tecnologia e construção de uma planta de produção de insulina na Arábia Saudita para o mercado do Oriente Médio. Além disso, iniciou o desenvolvimento de processos de produção de enzimas para a produção de etanol de resíduos de celulose.

ESTRATÉGIAS
Como estratégias de crescimento, a empresa pretende, no curto e médio prazos desenvolver novos negócios de licença da tecnologia de proteínas recombinantes, desenvolver e comercializar processo de produção de celulases para etanol de resíduos de celulose. O mercado estimado de celulase no Brasil é de US$ 30 a 130 milhões em 2015 e de US$ 290 a 380 milhões em 2020. A Biomm pretende utilizar nesse projeto sua experiência com enzimas, com o desafio de chegar a uma produção de baixo custo. Em cooperação com UFRJ e Dedini, com participação da FINEP, num período de três a cinco anos os investimentos devem chegar a R$ 13 milhões, cabendo R$ 3 milhões à empresa.

Já no médio e longo prazos o plano é prestar serviços biotecnológicos , um mercado dimensionado em US$ 2,3 bilhões/ano. A idéia é também consolidar a atuação no setor de biotecnologia, através do uso de processo inovador e produção a custos competitivos. De acordo com os dados com que a Biomm trabalha, o mercado mundial de insulina movimentará cerca de US$ 15 bilhões em 2015, com um crescimento previsto de 6% ao ano. Já com relação a outros medicamentos biotecnológicos a estimativa é de US$ 70 bi/ano.

A Biomm é controlada pela Bio Participações (Walfrido Mares Guia e Henriqueta Mares Guia), com 22,8%, pelo BNDESPar, com 15,8%, pela Emvest (Guilherme Emrich), com 14,7% e pela Elbrus Participações e Gama Participações (Ítalo Gaetani), com 10,8%. O restante da participação é dividida por 450 outros investidores, que têm 35,9% de participação acionária .

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Apimec MG premia destaques de 2009






A eficiência dos administradores de empresas brasileiras, incluindo a implementação de boas práticas de governança corporativa e sustentabilidade, foram alguns dos motivos apontados pelo presidente da Apimec MG, José Domingos Vieira Furtado, para que o Brasil tivesse atravessado sem maiores problemas a crise econômica mundial.
A afirmação foi feita na abertura do evento realizado dia 26 de novembro para entrega do “Prêmio Apimec Minas – Mercado de Capitais 2009” ao Banco do Brasil e à Localiza Rent-a-Car , respectivamente nas categorias “Qualidade - Melhor Reunião” e “Prêmio Especial Regional, após eleição direta pelos associados e escolha pelo Conselho Diretor da Associação.
VISIBILIDADE
O presidente da Apimec MG ressaltou a contribuição da Entidade para dar visibilidade aos planos, estratégias e resultados das empresas que se apresentaram aos profissionais e analistas do mercado de capitais em Minas Gerais. “Foram 3.851 participantes e 32 reuniões realizadas até meados de novembro, todas muito ricas em informações, debates e troca de experiências profissionais”, afirmou.
José Domingos ainda disse que o contato entre os profissionais do mercado e os das áreas de relacionamento com investidores é fundamental para que as empresas de capital aberto possam ser vistas de forma positiva e com credibilidade, inclusive pela sociedade. “Só com transparência, sustentabilidade e uma boa governança será possível alcançar os elevados níveis de segurança e desenvolvimento que almejamos para o mercado de capitais”, concluiu.
O diretor de RI do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias da Silva, classificou a escolha da sua instituição como responsável pela melhor reunião de apresentação de resultados como “consequência de uma nova e mais produtiva fase no relacionamento com o mercado, em que o BB pensa globalmente e age localmente, com o apoio de instituições como a Apimec MG”.
Já Roberto Mendes, diretor de RI da Localiza Rent-a-Car, empresa à qual foi entregue o “Prêmio Especial Regional”, em razão da prática de altos níveis de governança corporativa e presteza em divulgar seus resultados operacionais, destacou o esforço feito pela empresa para resistir aos efeitos da recente crise econômica e continuar crescendo. “É na tempestade que se formam os melhores marinheiros”, resumiu.

DROGASIL: LUCRO LÍQUIDO AUMENTA 42,7%




Em apresentação aos associados da Apimec MG, o gerente de Relações com Investidores da Drogasil, Roberto Listik, apresentou os resultados da empresa no terceiro trimestre de 2009, destacando que o lucro líquido obtido no período chegou a R$ 19,89milhões. Isso representa um aumento de 42,7% na comparação com igual período de 2008.

Informou, ainda que a receita bruta de vendas registrada entre julho e setembro deste ano somou R$ 474 milhões, ficando 35,9% acima do índice do último ano. Já o Ebtida ajustado do período foi de R$33 milhões, um acréscimo de 76,3% na comparação anual, com a margem Ebitda ficando em 7,0%, um avanço de 1,8 ponto percentual frente ao 3T08.

DESTAQUES
O diretor de RI da Drogasil ressaltou que a empresa, sem comprometer a rentabilidade e o fluxo de caixa, tem seus resultados baseados em fortes investimentos em informática e no treinamento de pessoas, além de uma eficiente expansão da sua cadeia de lojas, que hoje chegam a 278 nos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e Espírito Santo.
A participação das vendas de medicamentos no total da receita bruta saltou de 72,6% no terceiro trimestre de 2008 para 73,3% nos mesmos três meses neste ano. Na mesma base comparativa, a Drogasil elevou em 37,5% a venda de medicamentos. Segundo o Instituto IMS Health, o setor cresceu menos no mesmo período (15,7%).

"Além de termos apresentado performance de vendas em todos os segmentos de medicamentos (genéricos, isentos de prescrição e de marca) superior ao mercado brasileiro, nossa participação evoluiu nos últimos cinco anos de 2,9% em setembro de 2006 para 4,5% em setembro de 2009", disse Roberto Listik.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Oportunidades e desafios do Pré-Sal




As reservas do Pré-Sal devem ser exploradas em conjunto por empresas brasileiras e estrangeiras, como estratégia para criação de condições internacionais adequadas para garantir os benefícios do petróleo para o Brasil. Essa idéia foi defendida pelo conselheiro do Instituto Brasileiro de Petróleo e presidente da Comissão de Energia da FIRJAN, Armando Guedes, em palestra para os associados da Apimec-MG.
Segundo ele, outras variáveis também precisam ser equacionadas para que o país possa aproveitar todo o potencial das reservas petrolíferas descobertas. Entre elas estão as relacionadas ao controle da emissão de sub-produtos que aumentam o efeito estufa, principalmente o gás carbônico, que está associado ao óleo numa proporção de 15 a 20%.
SOLUÇÕES
De acordo com Guedes, uma das melhores soluções para isso é a utilização do próprio CO2 para levar o petróleo às plataformas, em substituição à água. Com isso, os impactos ambientais resultantes da queima desse gás ficam praticamente neutralizados, já que ele é injetado de volta às rochas submarinas de onde saiu.
Outro aspecto destacado pelo conselheiro do IBP é a incógnita do comportamento do mercado de petróleo, que ainda não garante as necessárias condições econômicas para viabilizar a exploração das reservas do Pré-Sal. Segundo ele, para isso é necessário que os preços internacionais consigam uma estabilidade acima da faixa 75/80 dólares por barril, o que ele acha perfeitamente possível no futuro, já que a previsão é do preço bater na casa dos 130 dólares em 2030.
Armando Guedes acentuou que a exploração das reservas do Pré-Sal vai criar enormes oportunidades para os empresários e trabalhadores brasileiros, dada à significativa quantidade de equipamentos, serviços e mão-de-obra que exigirá. Exemplificou dizendo que, no período 2009/2013 serão encomendas treze plataformas, ao custo entre 1 e 1,5 bilhão de dólares cada, estando prevista a utilização de 48 barcos de apoio e 38 navios de grande porte.
“Equacionadas as questões que podem dificultar a extração do petróleo descoberto, os benefícios para o Brasil serão enormes, desde que mantidas as condições para atrair investimentos e definido um marco regulatório com regras claras, simples e sustentáveis”, concluiu Armando Guedes.

Kroton diversifica receita e reduz risco




Adotando como uma das suas principais estratégias a diversificação das fontes de receita e apostando na forte expansão do segmento ensino superior, após o IPO de julho de 2007, a Kroton Educacional tem obtido crescimentos significativos nos resultados dos seus negócios. Em comparação com igual período do ano passado, o crescimento da receita líquida no terceiro trimestre de 2009 foi de 31,8%, chegando a, enquanto o Ebtida ajustado alcançou 34,7%.
Essas informações foram apresentadas aos associados da Apimec MG pelo presidente da Kroton Educacional, Luiz Kauffmann e sua equipe de RI, em reunião realizada dia 18 de novembro. Foi ainda mostrada a estratégia formulada para o crescimento da sua atuação no ensino básico, abrangendo a prestação de serviços na área pública através de produtos com grandes ganhos de escala e rentabilidade.
INDICADORES FINANCEIROS
O número de alunos matriculados nas unidades da empresa e em escolas associadas localizadas em sete estados brasileiros e no Japão superou 226 mil no ensino básico e chegou perto de 46 mil no ensino superior, equivalendo, respectivamente, a aumentos de 9,1 e 8,3 por cento, considerando as marcas Pitágoras e Ined.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, no 3T09 a Kroton aumentou a sua receita líquida em 14,9%, enquanto o lucro líquido cresceu 18,2%. As despesas com vendas, administração e outras aumentaram permaneceram praticamente estáveis, tendo o aumento mais notável sido registrado no segmento vendas. A tendência é de redução no atual exercício, principalmente através de ganhos de escala e tecnologia.
A Kroton Educacional é considerada a mais robusta instituição privada nos setores em que atua, apresentando um baixo perfil de endividamento. Os investimentos têm privilegiado o segmento de ensino superior e as atividades de desenvolvimento tecnológico, ao mesmo tempo em que a empresa busca expandir suas atividades através da implantação de novos cursos no país.
Outro destaque apresentado pelos representantes da Kroton foi o aumento de capital realizado, especialmente através da participação da Advent International na Pitágoras Administração e Participações (PAP). Somando esse investimento com os dos sócios minoritários e a subscrição de sobras, foram captados R$387,8 milhões.
Com relação à distribuição de dividendos, o plano é de pagamento de até R$25 milhões em 2009, equivalentes a 25% do lucro líquido ajustado da companhia.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Oi consolida integração com BrT




Mais duas etapas do processo de integração societária da Brasil Telecom com a Oi foram ultrapassadas, com a incorporação das diversas empresas holdings intemediárias e a continuidade ao processo de integração operacional das duas organizações. Com esse destaque, o diretor de Relação com Investidores da OI, Roberto Terziani, iniciou sua apresentação sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre de 2009 para os associados da Apimec MG.

Segundo afirmou o diretor de RI, a OI é hoje o maior provedor de serviços de telecomunicações do país, com mais de 60 milhões de clientes (unidades geradoras de receitas), o que representa 30% do total de usuários no Brasil. A empresa oferece cobertura nacional em telefonia móvel, banda larga móvel (3G) e transmissão de dados, sendo a única operadora realmente integrada e pioneira na oferta de serviços convergentes. Seu portfólio diversificado permite fidelizar seus clientes, aumentar a receita média por usuário e gerar mais caixa.

RESULTADOS
De acordo com Terziani, no 3T09, a carteira de clientes foi acrescida de 651 mil novos usuários, significando mais de 7,5 milhões de clientes em doze meses. O Oi Móvel ainda é a principal alavanca, com adições de 886 mil novos clientes no último trimestre e de 7,7 milhões desde setembro/08, principalmente devido ao bom desempenho em São Paulo, onde a Oi já supera 10% de participação de mercado.

Com quase 1,5 milhão de usuários móveis, o Oi Conta Total já representa 37% dos clientes pós-pagos da Região I. Os acessos à internet em banda larga já somam 4,5 milhões de usuários, sendo 4,1 milhões via tecnologia fixa (ADSL + cabo) e 405 mil na móvel (mini-modems + planos de dados).

Do ponto de vista financeiro, o diretor de RI da OI informou que a Receita Bruta Consolidada totalizou R$11,6 bilhões, sendo 3,7% e 3,6% superior à do 2T09 e à do
3T08, respectivamente, principalmente devido ao desempenho das receitas de telefonia móvel e de comunicação de dados. Destaca-se, ainda, a expansão das receitas de uso de rede no trimestre.

De acordo com as informações divulgadas pela OI, o EBITDA Consolidado recorrente foi de R$2,65 bilhões, com margem de 35,1%, superior em1,6p.p. e 0,8p.p. em relação ao 2T09 e 3T08, respectivamente. Apesarde ainda não ter atingido o break-even após 11 meses do lançamento das operações em São Paulo, seu impacto negativo adicional em EBITDA foi relativamente baixo no 3T09, já que alguns custos já haviam sido lançados no 3T08.

O Lucro Líquido Consolidado de R$64 milhões no trimestre, revertendo o prejuízo do trimestre anterior, mesmo com a continuidade da distorção fiscal resultante da permanência do ágio da aquisição da Brasil Telecom Participações na empresa holding, fato que deixará de existir a partir do início do 4T09, quando este ágio terá sido incorporado pela empresa operacional BrTO. Dívida Líquida de R$21,1 bilhões foi registrada em setembro/09 (2,1x o EBITDA recorrente de 12 meses), com redução no trimestre mesmo com o desembolso para o pagamento dos JCPs de BrTP e BrTO.

Porto Seguro: associação com Itaú é destaque




“O fato relevante da Porto Seguro no terceiro trimestre de 2009 foi a associação com a Itaú Seguros, ampliando a comercialização dos seguros de automóvel e residência através rede de agências do banco e possibilitando aos corretores e clientes o acesso a um maior leque de produtos” A afirmação foi feita pelo diretor de Relações com Investidores da Porto Seguro e da Azul Seguros, José Tadeu Mota, na apresentação dos resultados do período aos associados da Apimec-MG. Ele também informou que a integração envolve a política e estrutura comercial, produtos e serviços, base de dados e precificação.
A Porto Seguro é uma das principais seguradoras brasileiras, atuando no país desde 1945 na oferta de uma ampla gama de produtos de seguro: automóvel, saúde, empresarial, vida e previdência, patrimonial e transportes. É líder no segmento de seguro de automóveis, e terceira no ranking de saúde empresarial, suas duas principais linhas de produto.

LUCRO
Segundo José Tadeu Mota, a Porto Seguro teve no 3T09 um lucro líquido de R$73,3 milhões, resultado aquém do esperado, mas bastante positivo para um ano que iniciou com perspectivas muito negativas do ponto de vista econômico, mercado financeiro, geração de empregos e competitividade. Houve um crescimento de 10,9% dos prêmios auferidos e de 8,1% nos prêmios ganhos, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado financeiro atingiu 122% do CDI até setembro, com a sinistralidade chegando a 58,4%.
Os prêmios auferidos da carteira de automóveis da Porto Seguro atingiram R$ 743,8 milhões no 3T09, 13,6% maior que os observados no 3T08. Este aumento decorre, principalmente, do crescimento 10,1% de veículos segurados e dos reajustes de preços ocorridos ao longo do período. A frota de veículos segurados atingiu 1,7 milhão em setembro de 2009 , crescendo 10,1% em relação aos 1,5 milhão em setembro de 2008.
Já os prêmios auferidos no segmento de automóveis da Azul Seguros atingiram R$ 200,5 milhões no 3T09, 29,6% maior que em igual período do ano passado. Este aumento decorre, principalmente, do crescimento de veículos segurados e dos reajustes de preços ocorridos ao longo do período. A frota de veículos segurados atingiu 587 mil em setembro de 2009, crescendo 24,9% em relação aos 470 mil de setembro de 2008.
Os prêmios auferidos com seguro de pessoas atingiram R$ 70,4 milhões no 3T09, 9,6% abaixo dos registrados no 3T08, decorrente, principalmente do cancelamento de apólice e ajustes na carteira de clientes dos produtos massificados. O aumento de sinistralidade em 2,2 p.p no 3T09 em comparação ao 3T08 decorre do crescimento da freqüência e severidade de acidentes individuais.
Os prêmios auferidos com seguro patrimonial atingiram R$ 70,5 milhões no 3T09, 2,9% abaixo dos verificados no 3T08, decorrente, principalmente do cancelamento de apólices na operação de massificados.

OUTROS NEGÓCIOS
Os prêmios auferidos no segmento de seguro saúde totalizaram R$ 163,5 milhões no 3T09, 3,0% menor do que os registrados no 3T08, decorrentes principalmente da redução de 21,3% da quantidade de vidas seguradas, parcialmente compensado pelo reajuste de preços no período. A queda de 5,3 p.p. no índice de sinistralidade no trimestre decorre, principalmente do reajuste de preços realizados no 1T09.
As receitas com contribuições de previdência totalizaram R$ 31,0 milhões no 3T09, aumento de 6,2% em relação ao 3T08, decorrente, principalmente, do aumento do número de participantes ativos. Os prêmios de VGBL somaram R$ 23,9 milhões no 3T09, aumento de 29,2% em comparação com os R$ 18,5 milhões no mesmo período do ano anterior, decorrente, principalmente do aumento de 10,1% no número de participantes ativos.
As despesas administrativas aumentaram 6,5% em decorrência, principalmente do aumento de 7,7 % das despesas com pessoal próprio em virtude do crescimento de 6,7 % por dissídio coletivo da categoria e do aumento de 2,2 % no quadro de funcionários; do crescimento de 5,1 % das despesas com serviços de terceiros; e de 11 % nas despesas com localização e funcionamento, ambas devido à expansão dos negócios.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Comportamento de risco



Não bastam apenas boas análises fundamentalistas ou sagacidade para comprar e vender ações, no momento certo. Quem aplica recursos pessoais ou administra recursos de terceiros deve ter outro tipo de preocupação quando se trata de investir nas bolsas de valores: lidar com determinados comportamentos humanos, como a irracionalidade, que podem aumentar os riscos inerentes à atividade.

Aquiles Mosca , estrategista da Asset Management do Banco Santander, em palestra realizada na Apimec MG, partindo da constatação de que as pessoas, em geral, tem o seu processo decisório baseado na irracionalidade, mostrou os erros mais comuns cometidos por quem atua no mercado financeiro, começando pela tendência, até de analistas experientes, de fazer previsões com base no presente, ou seja, considerar ativos que são bons hoje como necessariamente bons no futuro, o que nem sempre ocorre.

EQUÍVOCOS

Ele exemplificou sua afirmativa com dados sobre projeções equivocadas realizadas pelo mercado em 2008 com relação à taxa Selic, IPCA, juros reais e até ao PIB brasileiro, cuja diferença com relação ao número apurado chegou a 32%. Citou, ainda, a tendência de investidores de comprar ações que estão em alta e vendê-las quando os preços baixam, realizando prejuízos, reforçando a idéia de que decisões baseadas apenas no presente aumentam os riscos.

Mosca disse a supervalorização de eventos raros, tomando-se decisões com base mais em fatos impactantes do que em dados estatísticos também induz a equívocos. Como exemplo, citou o atentado às Torres Gêmeas, nos EUA, que fez reduzir a procura pelas viagens aéreas e aumentar o transporte rodoviário, sem considerar que este último provoca muito mais mortes em acidentes. “Na área financeira ocorre o mesmo tipo de irracionalidade, a mesma falsa ilusão de controle”, disse.

Outro fator comportamental citado pelo especialista do Santander é o “efeito manada”, que faz com que os seres humanos ajam segundo padrões grupais, abrindo mão do senso crítico individual. Para ele, isso faz com que o processo decisório do investidor seja simplificado, o que traz maior conforto àqueles que agem conforme a maioria, mas não necessariamente leva a bons resultados.

As finanças comportamentais têm demonstrado que os investidores são, na realidade, emocionais, tendenciosos, excessivamente confiantes e com uma visão distorcida das suas necessidades e objetivos. Este tipo de comportamento, praticado em massa, pode por vezes levar a bolhas nos mercados e provocar crises em nível mundial, como se viu recentemente.