quinta-feira, 26 de março de 2009

Tractebel: retrato da maior geradora privada do País


Controlada por um dos maiores grupos da área energética na Europa (GDF Suez), a Tractebel Energia teve o seu desempenho em 2008 apresentado aos nossos associados no dia 18 de março através de exposição do analista de relações com investidores Rafael Bosio. Participou ainda o diretor-financeiro da empresa, Philippe Dartienne, em mesa presidida por José Domingos Furtado, presidente da Apimec-MG.
Segundo Bosio, a Tractebel é o maior gerador privado de energia elétrica, com 6,2 GW de capacidade instalada, o que representa 6% de todo o setor energético no País. Localizadas em doze estados brasileiros, são oito usinas hidrelétricas, quatro termelétricas, duas eólicas, duas PCHs e uma usina de biomassa. Em construção estão uma hidrelétrica, uma PCH e uma usina de biomassa, somando uma capacidade geradora de 473 MW.
A empresa é pioneira no atendimento sistemático ao mercado livre de energia elétrica no Brasil e procura maximizar a eficiência do portfólio dos seus clientes, através de flexibilidade com relação a preços, prazos e condições dos negócios. Entre eles estão incluídos distribuidoras (44%), clientes livres (34%) e comercializadoras (22%), sendo que 70% desse mercado é cativo.
A visão da Tractebel para os próximos anos levam em conta que os preços do fornecimento devem se elevar, mesmo com a desaceleração da economia, em razão do alto custo de geração das usinas termelétricas, com as quais conta o Governo Federal para contratação de energia em leilões. Sua estratégia de comercialização considera, entre outros aspectos, a venda gradativa de energia descontratada nos próximos anos, procurando obter maiores ganhos com uma melhor observação das demandas do mercado.
Do ponto de vista financeiro, a Tractebel tem aumentado tanto a sua receita quanto o lucro líquido nos últimos anos, tendo este passado de R$920 milhões em 2005 para R$1.115 milhões em 2008. Isso foi resultado, principalmente, do aumento do preço médio de venda, apesar da redução dos volumes de comercialização ano passado imposta por força regulatória do poder concedente.
Outro aspecto relevante destacado foi a redução significativa do endividamento em moeda estrangeira no período 2005-2008. No final do ano passado, a dívida líquida da Tractebel estava em R$2.559 milhões. A manutenção e a expansão da empresa estão suportados numa forte geração de caixa, tendo os investimentos alcançado o volume de R$1.422 milhões em 2008, com planos de serem reduzidos gradativamente até chegar a R$168 milhões em 2011.
Sobre a política de dividendos, os representantes da Tractebel informaram que o mínimo estatutário está fixado em 30% do lucro líquido ajustado, tendo a administração o compromisso de um payout mínimo de 55% desse lucro, com freqüência semestral de pagamento. Em 2008, o dividendo por ação foi de R$1,16 e o payout 68%. Com relação à sustentabilidade dos seus negócios, a empresa ficou de divulgar um relatório em abril próximo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Neoenergia mostra seus resultados


Uma das empresas de melhor rating no setor elétrico brasileiro, a Neoenergia teve a situação dos seus negócios apresentada aos associados da Apimec-MG e convidados no dia 11 de março passado, em Belo Horizonte, através de palestra realizada pelo diretor financeiro Erik Breyer, que esteve acompanhado pelo gerente financeiro Luiz Torres. Representando a associação, participou o diretor Leandro Saliba.
A Neoenergia reúne as concessionárias Coelba (Bahia), Celpe (Pernambuco) e Cosern (Rio Grande do Norte), com o forte das suas atividades se concentrando na área de distribuição de energia elétrica. O crescimento da empresa nessa área, em 2008, foi de 4,3%, alcançando a 8,37 milhões de consumidores nas classes residencial (35%), industrial (24%), comercial (19%), rural (7%) e outros (15%).
Além dos estados citados, a Neoenergia atua ainda na área de geração em Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde estão instaladas cinco usinas hidrelétricas, sete pequenas centrais hidrelétricas, duas termelétricas e uma subestação. Os investimentos relativos a esses empreendimentos chegaram a R$662,9 milhões em 2008.
Segundo Breyer, a empresa deve seus resultados em boa parte à administração eficiente das despesas gerenciáveis (pessoal, material, serviços de terceiros e outros), que representam 26% do total e tiveram queda de 10,5% no ano passado, sendo que a redução das despesas com provisões alcançaram R$113 milhões no período. Outros dados destacados foram a receita operacional líquida (R$6,2 bilhões), com um crescimento de 8,8% e lucro líquido da ordem de R$1,47 bilhão, 32,4% maior em 2008, com relação a 2007. A dívida líquida, contratada totalmente em reais, caiu de R$2,4 para 2,3 milhões ano passado.
O diretor da Neoenergia também destacou a preocupação com questões ambientais envolvendo os seus empreendimentos e as regiões em que atua, afirmando que foram realizados investimentos da ordem de R$122,5 milhões nas áreas de educação, cultura, saneamento, saúde, esporte e apoio às comunidades.
Essa foi o terceiro ano consecutivo que a Neoenergia esteve participando das apresentações promovidas pela Apimec-MG, recebendo, por isso o Selo de Assiduidade da associação. A apresentação completa em PDF pode ser solicitada à Apimec-MG pelo e-mail supervisao@apimecmg.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mercado volátil mesmo com baixa da Selic


Apesar do positivo impacto no curto prazo, a tendência é de que a redução da taxa Selic para 11,25% promovida pelo Banco Central não mantenha esse efeito a médio e longo prazo no comportamento do mercado de capitais, que continuará volátil, já que os investidores deverão manter elevados níveis de desconfiança na economia. A opinião é de José Domingos Vieira Furtado, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais – Apimec-MG, comentando o resultado da reunião do Copom esta semana que levou a taxa ao seu menor valor histórico, com uma redução de 1,5%, a maior desde a implantação do Plano Real.

Para José Domingos, a medida deveria ser complementada com uma política fiscal mais agressiva, canalizando de forma otimizada os gastos públicos e/ou reduzindo impostos, a exemplo da redução do IPI para veículos novos, porém de uma mais generalizada para todos os setores da economia. Assim, o governo federal estaria dando também a sua contribuição para a recuperação da economia, o que deverá acontecer com um incremento da atividade via aumento do crédito e do consumo.

Mas isto pode ser difícil tendo em vista que os spreads dos bancos continuam bastante elevados. Por exemplo, citou, entre outubro e novembro do ano passado, empresas de primeira linha captavam recursos por volta de 105% do CDI. Hoje, este indexador se encontra próximo de 120%. Ou seja, haverá uma redução no custo do crédito, porém a desconfiança do mercado financeiro continuará elevada, fazendo com que a redução da taxa de juros tenha um impacto apenas parcial na economia.

Na mesma linha, assinalou o presidente da Apimec-MG, os bancos apenas repassarão a redução na taxa de juros mas os spreads deverão permanecer elevados em função da expectativa de aumento na inadimplência. No caso do mercado acionário, reduções na taxa de juros no longo prazo são sempre motivos de valorização. No curto prazo, o mais importante é a confiança do mercado de que a decisão tomada foi feita de uma forma profissional, levando em consideração todas as informações relevantes disponíveis no momento da tomada de decisão.

Segundo José Domingos Furtado, o Banco Central precisa de tempo para observar os efeitos da redução na economia real e nas expectativas. Por exemplo, pode acontecer que os bancos tenham uma melhora da percepção quanto à tendência da inadimplência, o que pode levar a uma redução do spread que cobram que se traduz, de fato, numa redução da taxa de juros que pode aquecer a economia.

Dessa forma, o BC poderia reduzir menos a taxa de juros na próxima reunião pois o efeito da redução anterior teria sido amplificado pela redução do spread. O contrário pode acontecer também, de forma que uma redução maior seria necessária para contrapor o efeito de um spread bancário maior. O importante é que se tenha tempo para verificar todos os efeitos diretos e indiretos que a recente redução terá na atividade econômica, concluiu.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ética, caminho do bem


“A ética é o estágio mais avançado da consciência humana, é uma opção pelo bem e única alternativa de que dispomos para melhorar a sociedade”. Essa frase sintetiza a palestra proferida pelo professor Lélio Lauretti para quase uma centena de associados da Apimec-MG e convidados, dia 17 de fevereiro passado, dentro da programação organizada pela associação para 2009.
Segundo Lauretti, a ética muitas vezes é confundida com noções de erudição, filantropia ou sucesso, mas se aproxima muito mais de valores como sabedoria, solidariedade e felicidade, que contribuem verdadeiramente para que o ser humano possa viver melhor, “pois as pessoas felizes não invejam, não mentem, não agridem, não roubam, amam, são amadas e têm mais competência simplesmente porque fazem melhor as coisas”.
Para ele, muitos acreditam que ao cumprirem leis, normas e regulamentos estão sendo éticas, enquanto que, ao fazerem isso, estão nada mais que cumprindo obrigações morais básicas da civilização, sem as quais a vida em sociedade seria impossível. Exemplificou dizendo que a afirmativa “ama o próximo como a ti mesmo” é mais ética do que a idéia de que “não se deve fazer aos outros o que não quer que te façam”.
A opção para o bem, além do que é obrigatório, com boa vontade, consciência e responsabilidade social é o que faz a diferença e torna as organizações mais transparentes, equânimes e sustentáveis, de acordo com as idéias de Lauretti. Ao adotar esses valores espontaneamente, de forma duradoura, elas exercem positivamente maior impacto junto à sociedade, além de criar mais valor para os sócios, gerar e qualificar empregos, usar racionalmente os recursos naturais e criar formas mais eficientes para o trabalho humano, afirmou.
“Os líderes de organizações éticas são mais que investidores, são cidadãos que enxergam no longo prazo, estimulam a competência, a criatividade, o companheirismo e a solidariedade, subordinando seus interesses aos interesses maiores da sociedade. Eles fazem com que a racionalidade e o bom senso voltem a dominar a atividade econômica e, com isso, contribuem para o bom desempenho das empresas e o desenvolvimento da sociedade como um todo”, concluiu o professor Lauretti.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Crise: o pior pode estar passando



O pior momento da atual crise econômica mundial, que começou com o ajuste das condições irreais de mercado do setor imobiliário americano, já pode estar passando. A opinião é do economista sênior do Unibanco Asset Management – UAM, Juliano Cecílio, em palestra para os associados da Apimec-MG - Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais, justificando a percepção pelo fato de que o tempo de venda dos imóveis está menor e que os estoques baixaram, apesar de ainda não estarem num patamar normal.
Ele disse também que, apesar disso, os efeitos da crise mundial continuam sendo sentidos pois as grandes corporações mundiais tem registrado prejuízos e demitido pessoas, levando à necessidade dos governos centrais socorrerem os bancos. “Em 2009, o estrago já está feito, registrando-se recessão na grande maioria das economias mundiais. Mas, para 2010, espera-se certa melhora, com resultados mais positivos que este ano, devendo a recuperação se dar em torno de três anos, mesmo tempo verificado nas crises mundiais anteriores”, afirmou.
Cecílio disse que países emergentes como a China e o Brasil, este em razão dos bons fundamentos da sua economia, apresentarão crescimento ainda que em níveis inferiores ao passado, mas a previsão é voltarão a crescer ano que vem em taxas em torno de 8% e 2% respectivamente, num dos cenários projetados No caso das commodities, que afetam mais diretamente o Brasil, em 2009 há expectativa de queda de 20% nos preços, devendo o nosso superávit comercial atingir a marca de US$ 6 bilhões, com o déficit da conta corrente chegando a US$ 30 bi bilhões.
Segundo o economista do Unibanco, a remessa de lucros vai ser menor em 2009 e deve chegar em US$ 22 bi e o Banco Central brasileiro deve continuar vendendo a moeda americana para segurar a cotação, mas ajudando os exportadores e procurando minimizar impactos negativos nas contas externas caso o dólar fique próximo a R$2,00. Ele acha que o cenário mais provável é que essa moeda fique na faixa de R$2,20/R$2,45 até final deste ano. Com a projeção da queda do PIB para perto de 1%, o que, tecnicamente, caracteriza uma recessão, estará aberto espaço para que o Copom faça novas reduções na taxa Selic em suas três próximas reuniões, chegando ao patamar de 9,75% no final de 2009, sem comprometer o controle da inflação que, em 2010, deve se situar em 4,5%.
Para Juliano Cecílio, a massa salarial e gastos fiscais continuarão impulsionando atividade econômica, mas os fatores de sustentação da demanda perdem fôlego, com o emprego e crédito contribuindo menos para o crescimento da economia, apesar do reajuste real do salário-mínimo ser o dobro da média do período 2007-2008. Afirmou, ainda, que a queda rápida da inflação a partir do segundo trimestre de 2009 sustentará crescimento da renda real. Mas, no curto prazo, a indústria manterá níveis de produção deprimidos em relação a 2008, abrindo-se um hiato maior que o esperado inicialmente, prevendo-se uma forte e disseminada queda da produção industrial.




Incertezas no horizonte

A segunda parte da palestra do UAM - Unibanco Asset Management na Apimec- MG o gestor de renda variável daquela instituição, Basílio Ramalho, considerou como frágil o cenário em que se baseiam as análises sobre o futuro da economia, em razão das muitas incertezas ainda persistem, apesar de recente melhora do quadro. Disse que o processo de recuperação do índice Bovespa ocorrido nos últimos 90 dias, foi rápido demais com relação aos fundamentos econômicos e que isso não deve se sustentar, apesar de o spread para crédito ter sido reduzido e Brasil ter se recuperado melhor que outros países da América Latina.
Para ele, os investidores em mercados emergentes estão ainda cautelosos. Nos EUA estão sendo mantidas posições relevantes de caixa, aceitando-se baixa rentabilidade em troca de maior segurança. Por aqui, em vista dos fundamentos da nossa economia, o quadro no mercado de renda variável pode ser revertido em vista do potencial de valorização dos principais papéis, com chance do Ibovespa chegar a 42/45 mil pontos até meados de 2009.
A expectativa é de melhora no segundo semestre, mas ainda com queda dos lucros das empresas, sendo que o que comandará mercado serão os resultados das medidas tomadas pelos governos das principais economias mundiais. No caso das empresas de commodities, Basílio Ramalho citou a preferência pela Vale, em razão das perspectivas de retomada do crescimento da China e dos estoques de minério naquele país terem diminuído rapidamente no final de 2008, apesar da queda do preço.
Com relação à Petrobrás, a posição da UAM é de cautela, pois a demanda do petróleo está sendo reduzida e a empresa fará investimentos elevados nos próximos anos. Apesar dela sustentar que as reservas do pré-sal são viáveis com o barril a US$40, teme-se que ingerências políticas piorem sua situação, mesmo considerando o crescimento da economia e o aumento do preço do petróleo para US$60.
De acordo com o gestor do UAM, há baixo risco de aumento da inflação no mundo, a não ser que os bancos centrais injetem dinheiro em demasia nas economias em recuperação. No Brasil, a redução da Selic e dos compulsórios dos bancos melhora cenário interno, devendo a normalização total do crédito ocorrer até o final de 2010. Ele afirmou que o potencial de valorização das ações é pequeno e que há risco de recebimento de créditos pelo setor exportador, principalmente por parte da Rússia. A previsão é que a recessão dure mais três ou quatro trimestres.
O seguinte comportamento setorial está sendo considerado pelo Unibanco Asset Management para o primeiro trimestre de 2009: Siderúrgicas (-), Bancos (neutro/-), Consumo/saúde (-/neutro), Energia Elétrica (+), Mineração (-/neutro), Papel/celulose
(-), Construção Civil (-), Petróleo e Petroquímica (-), Telefonia fixa (+), Telefonia Celular (neutro), Bens de Capital/Autopeças (-), Aviação (-), Logística (-), Concessões (+).

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Nova diretoria da Apimec – MG toma posse com desafio de administrar em plena crise mundial


Tomaram posse, dia 13 de janeiro de 2009, os novos dirigentes da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais – Apimec-MG, tendo como grande desafio administrar a entidade que reúne os profissionais que estão no epicentro de uma das maiores crises vividas pela economia mundial. Para isso, pretendem utilizar ferramentas modernas de gestão, com base em objetivos, indicadores e metas a serem alcançadas, além de aperfeiçoar as conquistas já consolidadas pela associação.
O presidente é José Domingos Vieira Furtado, administrador de empresas, com especialização em mercado financeiro e de capitais. Ele já foi chefe do setor de análises e estudos econômicos e administrador de fundos e carteiras de investimentos do Banco Mercantil de Brasil e diretor financeiro da Forluz - Fundação Forluminas de Seguridade Social (Cemig). Na área classista, além de ex-dirigente da própria Apimec, atuou como Conselheiro da Bolsa de Valores Minas-Espírito Santo-Brasília, membro do Conselho de Administração da Infovias (Cemig) e Diretor da Abrapp – Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Atualmente é sócio-gerente da Lanza & Tebaldi Investimentos (Mundinvest Corretora).
Como vice-presidente será empossado Antonio Carlos Vélez Braga, economista com MBA em Finanças pelo IBMEC. Atualmente é gerente de mercado da Superintendência de Relações com Investidores da Cemig. Como destaque em sua atuação classista estão os cargos de conselheiro do Conselho Regional de Economia – MG e Assessor de Economia e Políticas Institucionais da Apimec-MG. Têm mandatos como conselheiros da entidade: Adão Martins Pereira, José Adair de Lacerda, José Dimas Aleixo, Juliano Lima Pinheiro, Leandro Cyrino Saliba e Mônica Mansur Brandão.
Segundo o presidente José Domingos Furtado, a nova Diretoria assume também com a responsabilidade de dar continuidade ao bom trabalho desenvolvido pelas direções anteriores da entidade. Mas o grande desafio será mesmo compatibilizar as ações da Apimec-MG com os reflexos no Brasil da crise de grandes proporções que atinge todo o mundo e que teve início nos EUA, com o estouro da chamada bolha dos subprime, em agosto de 2007, e seu agravamento com a falência do Lehman Brothers, um ano depois.
De acordo com ele, 2008 foi um ano bastante emblemático, com a bolsa de valores atingindo a expressiva rentabilidade negativa de cerca de 41% e o dólar, depois de sucessivas desvalorizações anuais frente ao real, tendo uma forte valorização em relação a nossa moeda. Tendo essa conjuntura em vista, a nova diretoria pretende priorizar, inicialmente, um grande debate sobre a crise mundial e suas conseqüências e a esperada recuperação, promovendo debates com economistas de renome.
A nova direção da Apimec-MG terá também a responsabilidade de realizar o congresso nacional das entidades do setor que, pelo sistema de rodízio, será realizado em Minas Gerais em 2010. Entre outras prioridades estão: o aumento do número de associados, levar o debate sobre o mercado de capitais às universidades, aproximação com outros participantes do mercado, como fundos de pensão, corretoras de valores, administradoras de recursos e realização de cursos e implementação das reuniões para apresentação de empresas de capital aberto na capital e interior.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Prêmio Apimec Minas Mercado de Capitais 2008

O prêmio reuniu no último dia 27 de novembro, no Imperador Recepções, em Belo Horizonte, os principais nomes do Mercado de Capitais em Minas Gerais. Foram agraciados Olavo Setúbal (in memorian), Usiminas e Rita Mundim. Depois da solenidade, festa de confraternização animou os convidos. Conversa vai, conversa vem... a discussão sobre a crise econômica global estava praticamente em todas as rodas de amigos. Ficou uma certeza... 2009 também será um ano de muitas notícias.



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Apimec-MG cria índice de referência para o mercado de capitais mineiro

A APIMEC-MG, associação que representa os analistas e profissionais de investimento do mercado de capitais em Minas Gerais, lançou na última semana o Índice APIMEC-MG. O índice representa uma carteira composta pelas companhias que se reuniram com a APIMEC-MG em períodos anuais anteriores, as quais apresentaram seus resultados e estratégias de crescimento e agregação de valor ao mercado de capitais mineiro.

O IAPIMEC-MG foi criado para refletir o desempenho médio das empresas que divulgaram seus resultados em Minas Gerais via reuniões com a APIMEC-MG. Portanto, sua composição, atualizada anualmente, é determinada exclusivamente por essas empresas e sua performance acompanhada mensalmente, com dados históricos diários.

O IAPIMEC-MG apresenta um histórico confiável, abrangendo companhias de diversos tamanhos e setores econômicos que contribuem para seu desempenho no decorrer dos anos.

A participação de cada ação de uma companhia na carteira teórica do IAPIMEC-MG tem relação direta com o número de vezes que ela se apresentou em Minas Gerais e o total de apresentações que ocorreram no ano base para cálculo. Ou seja, o cálculo da carteira inicia-se com a apuração da participação das empresas em relação ao total de reuniões realizadas pela APIMEC-MG no ano, verificando-se se elas atendem o critério de inclusão.

Dentre as companhias que figuraram na carteira teórica do índice para o ano de 2008 estão: Banco do Brasil, Eletrobrás, Cemig, Copasa, Vale, MRV Engenharia, CCR, Petrobrás, Oi e Usiminas. Essas companhias comprovam a diversidade de setores econômicos presentes no índice. No ano de 2008, o índice apresenta perdas acumuladas de 37,45%, ao passo que o Ibovespa atua com queda de 44,87% (dados deflacionados e atualizados até 31/10/2008).

A série histórica do índice está disponível desde 31/12/1997, com uma aplicação base teórica de R$1.000,00. Maiores informações sobre o IAPIMEC-MG como sua composição completa e o desempenho do índice ao longo dos anos poderão ser conferidos mensalmente a partir de agora no portal da APIMEC-MG (www.apimecmg.com.br).

O IAPIMEC-MG, um índice que servirá de referência para o mercado de capitais mineiro, foi publicado pela primeira vez em 26 de novembro de 2008. Todos os dados anteriores foram adquiridos através de provedores de informações especializados. Testes anteriores de performance são hipotéticos e apenas para fins de informação. A rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura.

Mais informações no site: www.apimecmg.com.br

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Presidente da Apimec-MG fala sobre Selic

Das diversas reuniões do COPOM essa provavelmente foi a que gerou maior expectativa face à situação inusitada criada pela crise financeira e a postura do Banco Central em relação às expectativas inflacionárias. A grande maioria dos analistas apostava na manutenção da Selic nos atuais 13,75% e muito poucos trabalharam com a expectativa de um aumento de 50 basics points que elevaria a taxa a 14,25%.

Ambas as alternativas colocam, mais uma vez, o COPOM na contra mão do mercado internacional. Sobretudo porque o Federal Reserve (Fed, o BC americano) decidiu nessa quarta-feira reduzir sua taxa de juros para 1% ao ano, nível visto pela última vez em maio de 2004. Além disso, o FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) já havia reduzido no último dia 8 de 2% para 1,5%, em uma medida emergencial, em coordenação com outros BCs, para conter o avanço da crise financeira.

Para a economia brasileira uma redução na taxa selic sinalizaria para o mercado a verdadeira opção do governo pela recuperação da economia e a retomada do crescimento. Essa seria a medida correta, já que, do ponto de vista estrutural, o início de uma redução no custo do dinheiro para as empresas, contribuiria para melhorar a liquidez do mercado. Com as dificuldades que se avizinham, a demanda será restringida até por eventual aceleração no desemprego, sendo pouco provável que haja pressões inflacionárias por excesso de demanda. Por essa razão, entendemos que priorizar um estimulo à produção deveria ser a opção de maior interesse para a sociedade brasileira.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ideiasnet apresenta estratégias de negócios em BH

A diretoria da Ideiasnet S/A – empresa de capital aberto que desenvolve projetos e adquire participações em companhias do setor de Tecnologia Mídia e Telecomunicações (TMT) no Brasil – convida para apresentação que faz nesta terça-feira (28/10) aos membros da Apimec-MG, demais analistas e investidores. A reunião, seguida de coquetel, será às 18h, no Mercure Lourdes, que fica na avenida do Contorno, 7.315. O evento é gratuito, mas é preciso confirmar presença pelo telefone 31.3213-0693.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Educação financeira é a chave para a tranquilidade

"Educação Financeira e Garantia de um Futuro Melhor". Esse é o tema da palestra que o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-MG), Paulo Ângelo Carvalho de Souza, faz na ExpoMoney Belo Horizonte, no próximo dia 23, às 14h30, no Minascentro. No dia 25 de outubro, ele leva a discussão para Uberlândia (Triângulo Mineiro) e, no dia 29 de novembro, para Juiz de Fora (Zona da Mata), por meio do ExpoMoney INI Day.

Na última edição do ExpoMoney, considerado o maior evento de educação financeira e investimentos da América Latina, mais de 4 mil pessoas participaram do evento realizado na capital mineira. A expectativa neste ano é de atingir 5.000 pessoas. Os números confirmam a percepção dos organizadores. No início de 2005, Minas Gerais concentrava cerca de 10.540 investidores na Bolsa de Valores. Atualmente são mais de 38.848, um crescimento superior a 260% em quatro anos. O estado também ocupa a terceira posição em número de investidores, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

A adoção de princípios básicos de planejamento e controle financeiro possibilita alcançar mais rapidamente, e sem gastar tanto, alguns dos seus objetivos de consumo. Além disso, pode garantir um futuro de maior tranqüilidade. Um dos principais aspectos da educação financeira é a própria finanças pessoais, que para serem organizadas não exigem nada mais que planejamento. Algumas dicas.

- Organize suas despesas fixas e evite multas e juros;
- Estabeleça os despesas variáveis, como gastos com salão, lavagem do carro, etc;
- Faça uma previsão para pagamentos anuais, como IPTU, IPVA, Seguro, matrícula escolar, entre outros;
- Acumule uma reserva financeira igual ou superior a três meses de despesas correntes. Portanto, para quem gasta R$ 1 mil por mês, isso equivale a acumular ao menos R$ 3 mil;
- Reserve uma parte de sua receita, cerca de 10%, para investimentos;
- Faça um plano de previdência privada ou outro investimento pensando em sua aposentadoria;
- Planeje seu sonho. Se for de fazer uma viagem internacional, por exemplo, veja quanto vai precisar juntar por mês para atingir a quantia necessária;
- Compare preços e economize;
- Evite compras por impulso.

"Orçamento é uma palavra negativa para muita gente. É preciso desmistificar isso. Ele serve nada mais para saber o quanto você ganha, como potencializar seus gastos e garantir um futuro pelo menos no mesmo padrão que você tem hoje. Nem sempre quer dizer economizar e deixar de comprar o que gostamos. Pode ser feito em uma simples folha de papel. Depois de tudo organizado, vai ver que qualquer um pode investir e gastar", disse o presidente da Apimec-MG.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Repercussão Unibanco


O economista sênior do Unibanco, Darwin Dib, disse na última quinta-feira em reunião da Apimec-MG, que a variação do dólar e do Ibovespa é brando diante da crise que se configurou nos Estados Unidos. O mérito, segundo ele, são dois últimos presidentes da República. Primeiro do governo FHC, que implantou o câmbio flutuante, a meta de inflação e o superávit primário das contas públicas. E, segundo, do governo Lula, que aprofundou as medidas adotadas. “O que vai acontecer com o Brasil é um crescimento menor, enquanto a grande parte dos países desenvolvidos registrará desempenho negativo”, disse.

Os especialistas reconhecem que é engraçado, se não constrangedor, os elogios que eles próprios fazem à política-econômica do presidente Lula. “Os conceitos mudam. Economistas do setor bancário criticavam a regulamentação do Banco Central. Hoje, agradecem”, disse Rogério Calderón, diretor-executivo de Planejamento, Controle e Relações com Investidores do Unibanco.

O presidente da Apimec-MG, Paulo Ângelo Carvalho de Souza, ressaltou que a crise afetou a liquidez brasileira e que o crédito desapareceu. Mas, no caso do Unibanco, segundo Calderón, os principais produtos do banco, como crédito imobiliário e financiamento de veículos, são consignados, o que reduz a preocupação.

Perguntado sobre o AIG, o diretor-executivo esclareceu que o Unibanco não tem vinculo com o banco norte-americano. “Aliás, somos potenciais compradores da parte minoritária. Estamos interessados e temos a preferência”, afirmou.
O Unibanco detalhou aos investidores mineiros seu desempenho semestral e as estratégias de negócios. Ao final da reunião, a Apimec-MG conferiu o Selo Assiduidade pela 10ª apresentação do banco em Belo Horizonte.